Rock

Hey, ho, psicopata! (ou “como contrariar um fascista”)

stonehenge

Abril de 1977, Salisbury, região sul da Inglaterra. No ônibus, uma discussão se instala e o clima azeda de vez.

David: “Vamos parar e dar uma olhada. Parece ser muito interessante”

Com o costumeiro mau humor, Johnny rebate, sem dó: “É só um monte de pedras velhas. Ninguém desce.”. E, com um olhar ameaçador, ordena: “Motorista, toca para frente!”.

Chris esboça um argumento: “Mas, cara, é uma construção de cinco mil anos que ainda está por aí. Deve ser legal…”

Johnny, impassível: “Quem manda nesta joça sou eu. Motorista, acelera!”

Douglas entra no papo: “Mas, Johnny, eu também quero ver essas rochas… Rock’n’roll, manja!???”, tentando, fracassadamente, fazer um trocadilho engraçado.

Johnny, com ódio sob a franja: “Quantas vezes vou ter de dizer que são apenas pedras idiotas? E nem estão em um museu. Eu juro que mato o próximo filho da puta que manifestar um desejo incontrolável de ver essa estupidez…”

Tina: “Johnny, você perdeu. 5 a 1. Aqui é democracia, porra!”. Olhando candidamente para o motorista, a garota solicitou: “Pode estacionar aí mesmo, moço.”

*

Nova Iorque, verão de 2004, poucos meses antes de falecer. Johnny desabafa, em uma entrevista para a revista Nosey: “Minha ideia de inferno? Uma viagem à Europa acompanhado pelos Talking Heads”.

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