Rock

Sintonizando (um breve fragmento de viagem)

“The snarl of an engine splits the stillness. Out of the half-light, the projected silhouette of a Piper Cub glides ghostlike across a side wall. Suddenly, sound track and silhouette become a screaming, whooshing jet that dives at the stage and disintegrates with a shattering roar in the midst of six musicians. The drummer roars back with a thumping beat. The guitarists twang away lustily. And, momentum building, voices wailing and all systems gogo, the Jefferson Airplane blasts off.”
(Excerto de “Rock ‘n’ Roll: Open Up, Tune In, Turn On”, artigo não-assinado, publicado na revista Time, em 23 de junho de 1967)

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Na edição do dia 23 de junho de 1967, a revista norte-americana Time dedicou um espaço considerável para abordar a “cena de São Francisco”. A partir de uma singela resenha de um show do Jefferson Airplane (descrito como uma “mistura de blues, jazz e folk” em um espetáculo de luzes, cores e projeções), o artigo chama a atenção do leitor para uma ocasião em que aquilo que, até pouco antes (daquele momento), poderia ser simplesmente apontado como o underground hippie. [Underground? Ora, uma semana antes, em 17 de junho, o single “Somebody to love” havia alcançado o #5 na Billboard, projetando o Jefferson Airplane à frente dos outros nomes da cena local (Grateful Dead, Moby Grape, Charlatans, Big Brother and the Holding Company etc.). Em julho de 1967, Surrealistic Pillow virou disco de ouro nos EUA, ultrapassando a expressiva marca de 500.000 unidades vendidas.]

Àquela altura, com audiências capazes de lotar casas como The Fillmore (1.150 lugares) e o Avalon Ballroom (500 lugares) ao mesmo tempo em praticamente todos os dias da semana, era impossível deixar de notar que havia algo acontecendo. Ainda, a Time estimava que cerca 300 bandas se revezavam em palcos diversos, de praças, colégios e salões, ocupando o espaço público quase ininterruptamente. E tão importante quanto a movimentação musical eram as “atividades colaterais”, que iam desde a confecção de adereços e roupas até o comércio/consumo de expansores da mente e, claro, o ativismo político. [Qual a lembrança dos anos Johnson? O perigo nuclear, o Vietnã, a luta pelos direitos civis… com quantas lutas se faz uma grande sociedade?]

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