Rasteiras · Resto

Por Dylan e por Robert

Ao se lançar no cenário da música popular, o jovem Robert Allen Zimmerman, cantor e compositor, escolheu fazer uma pequena homenagem a um de seus poetas favoritos, o galês Dylan Thomas (embora, recentemente, tenha dado declarações no sentido de relativizar a importância desse fato): tornou-se Bob Dylan. E, agora, Zimmerman é um ganhador do Nobel de Literatura.

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Eu não tenho a menor ideia de quais sejam os critérios que os suecos relevam para entregar aquele que é, no imaginário pop, o prêmio mais cultuado do mundo. Além disso, minha relação com a literatura é mais ou menos a mesma que tenho com carros (eu os guio, mas não faço a menor ideia de como funcionam). Por fim, embora não morra de amores pela obra de Dylan (o Bob, no caso), reconheço não apenas seus atributos como músico e letrista como, também, sua relevância no campo da música popular norte-americana. Digo isso tudo apenas para, do fundo da minha irrelevância, concluir, com Marx (o Groucho, no caso), que Zimmerman talvez não devesse aceitar um prêmio de literatura que lhe fosse destinado. Por óbvio, teria sido mais nobre, com uns 70 anos de atraso, premiar Dylan (o Thomas, no caso).

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