Rock

Über den Begriff der Rock Geschichte

I

Como manifestação popular, o rock é uma forma arraigada no campo musical americano: country & western, jazz e rhythm & blues. Entretanto, é, curiosamente, uma espécie de folklore industrial. Sua partícula mais simples, indecomponível, é o barulho – o elemento sonoro que expressa o sentimento de alienação, de individualidade (moderna). Uma história do rock é uma narrativa coerente que explica não apenas a constituição desta partícula, mas, também, a dinâmica de seus desdobramentos, de modo a articular em uma unidade de sentido as diversas possibilidades, tão díspares, que se consagraram ao longo dos anos: do glam ao heavy metal, do folk ao punk, do beat ao progressivo.

II

Embora possa ser pensada de modo isolado, na maneira essencialmente mentirosa de um conceito, a forma musical “rock” só existe a partir da articulação de diversos outros elementos que se autodeterminam em uma prática específica. Assim, a indústria fonográfica – síntese de todas as esferas que conspiram para a o estabelecimento desse padrão – é decisiva para a compreensão dessa música.

III

À falsa questão “o que vem antes, o riff ou o rebolado?”, deve-se ter em conta que a forma musical “rock” somente se autonomiza quando é passível de se reproduzir. Sua dinâmica própria, o motor de seu desenvolvimento, é a contínua radicalização do barulho. De um lado, isso significa explorar incessantemente os encadeamentos de acordes, as batidas e os andamentos. Mas, de outro, implica a busca permanente por novas sonoridades, que deem vazão a outros dialetos (que podem confirmar ou não a sintaxe da linguagem). Eis a idiossincrasia do barulho: ele é sintético.

IV

glam já era um sinal evidente de doença, mas foi com o punk que o inevitável se escancarou. A morte do rock deu origem a uma linguagem específica: no final, era o verbo. O que restou foi um quase-maneirismo. A crença nos power chords e no rugir das peles dos tambores revela um deísmo ou, o que é praticamente o mesmo, uma tendência fascista; é preciso deixar os mortos morrerem.

V

Os roqueiros, intuitivamente, têm apenas transformado a forma rock de diversas maneiras. A questão, contudo, é interpretá-la.

*

Em tempo 1: felicidades, mr. Townshend.

Em tempo 2: quanto à caça (queima) à(s) bruxa(s), a saída é à esquerda.

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