Rasteiras · Rock

Musikarbeiter

Entrevista concedida à revista Electronics and Music Maker, em 1981.

“Ralf Hutter: nós sentimos que a música é mais um produto da imaginação e os instrumentos são confeccionados como um resultado de tudo que fazemos. Nós não nos vemos como instrumentistas de um instrumento específico – eu não sou apenas um tecladista e assim como nem Wolfgang é apenas um baterista, já que isso seria algo muito limitante para alguém que desenvolveu habilidades tanto na composição de melodias e harmonias quanto de ritmos.” [Tradução livre minha, OAJ]

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Lester Bangs escreve sobre Brian Eno na revista Musician, em 1979.

“Tudo sobre ele é uma contradição. Ele é um compositor sério que não sabe ler música. Um rock star que não tem banda e nunca faz tournées, também aproveitando a proeza de conseguir que suas várias gravadoras (especialmente a Island) lancem uma média de dois álbuns por ano desde 1973, quando nenhum deles vendeu mais que 50.000 cópias. (Em meio a essa verve prolífica, ele é citado em todo lugar na imprensa especializada, insistindo que não é, efetivamente, um músico) Um homem que (artisticamente falando) vai para a cama com máquinas e deixa o acaso dar forma às suas criações e, ainda assim, desdenha da maior parte de outros compositores experimentais modernos como “sem coração”, “mortos do pescoço para baixo”. Ele é o tocador de sintetizadores favorito de todo mundo e todos dizem que ele odeia o instrumento. Listar todos os projetos nos quais se envolveu na sua carreira é um pouco como tentar enumerar a variedade de cores e padrões nas costas de um lagarto. Com Bryan Ferry, ele foi um membro fundador do Roxy Music, uma das bandas divisoras de águas dos anos 1970. Ele tocou clarineta e produziu a Scratch Orchestra e a Portsmouth Sinfonia, dois experimentos famosos por misturar músicos de diferentes espectros, desde virtuses até gente que não sabe tocar nada, ao mesmo tempo. Ele está envolvido em vários projetos de música ambiente com Robert Fripp, que co-pilotou os últimos três álbuns de David Bowie, e fez participações especiais em todo lugar, de Matching Mole a Robert Wyatt e a um remake de Pedro e o Lobo. Ele produziu Television, Ultravox, Devo e Talking Heads, e sua estada com os roqueiros da new wave está sumarizada no graffiti que recentemente apareceu por todo o sistema de metrô de Nova Iorque: ‘Eno is God’.” [Tradução livre minha, OAJ]

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